Publicado por: leoavalon | 11 maio, 2008

Deus cria a mãe (Maurício de Souza)


Deus chamou o seu anjo querido, e lhe apresentou o modelo de mãe. O anjo não gostou do que viu:

O Senhor tem trabalhado muitas horas extras, já não sabe mais o que está fazendo – disse o anjo. – Olha só! Beijo especial que cura qualquer doença, seis pares de mãos para cozinhar, lavar, passar, acariciar, segurar, limpar! Isso não vai dar certo!

O problema não são as mãos – respondeu Deus – São os três pares de olhos que precisei colocar: um que permita ver seu filho através de portas fechadas, e protege-lo de janelas abertas. Outro para mostrar severidade na hora de dar uma educação sólida. E o terceiro para ficar constantemente demonstrando amor, ternura, apesar de todo o trabalho que ela terá!

O anjo examinou o modelo de mãe com mais cuidado:
E isso aqui, o que é?

Um dispositivo de auto-cura. Ela não terá tempo de ficar doente, vai ter que cuidar do marido, dos filhos e da casa.

Acho melhor o Senhor descansar um pouco – disse o anjo. – E voltar para o modelo normal, com dois braços, um par de olhos, etc.

Deus deu razão ao anjo. Depois de descansar, transformou a mãe numa mulher normal. Mas alertou o anjo:
Precisei colocar nela uma vontade tão grande, que se sentirá com seis braços, três pares de olhos, sistema de auto-cura. Ou não será capaz de dar conta da tarefa.

O anjo examinou-a de perto. Desta vez, em sua opinião, Deus tinha acertado. De repente, notou uma falha:
Ela está vazando. Acho que o Senhor, de novo, colocou muita coisa neste modelo.

Não é um vazamento. Chama-se lágrima.

Serve para quê?

Para alegria, tristeza, desapontamento, dor, orgulho, entusiasmo.

O senhor é um gênio – disse o anjo. Era justamente o que estava faltando para o modelo ficar completo.

Deus, com um ar sombrio, respondeu:
Não fui eu quem colocou. Quando eu juntei as peças, a lágrima apareceu.

Mesmo assim o anjo deu parabéns ao Todo-Poderoso, e as MÃES foram criadas.

(Angeles Mastretta – Adaptação: Maurício de Sousa in “O Gênio e as Rosas e outros contos”)

Minha mãe, Deize!

Sou grato por cada dia que esteve presente. Por cada sacrifício. Por querer absorver minha dor quando estive dodói. Por me ensinar a caminhar e viver. Por ser tudo que você é! Mesmo havendo momentos de desentendimento, são apenas momentos. O amor que sinto é permamente e supera esses momentos.

Deus continue te abençoando e te edificando, te fazendo essa mãe inteligente, boleira de mão cheia, dedicada e insubstituível!

Te amo!

Leandro

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Responses

  1. bendiciones Leo, un saludo para Balada Joven

  2. Mãe é uma dádiva de Deus…
    Parabéns pela escolha do texto. Muito bom!

    Deus te abençoe.


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