Publicado por: leoavalon | 12 outubro, 2008

Ser Criança

Ser criança é saber aproveitar a vida com a melhor das intenções. É acreditar no tempo presente, aceitar o novo e ver nele boas possibilidades. É andar confiante por caminhos difíceis na determinação de desvendar o desconhecido.

Ser criança é estar em constante aprendizado, é querer buscar verdades, descobrir coisas sem a armadura do medo. É aprender com cada queda e não deixar que elas te desanimem de tentar denovo. É acreditar, esperar, confiar!

Ser criança é ter um sorrisão escancarado no rosto, mesmo em dia de chuva. É adorar deitar na grama, ver figuras nas nuvens, criar histórias. É gostar da brincadeira, do sonho, do impossível… é saber nada e mesmo assim poder tudo!

Ser criança é saber embrulhar desapontamentos e afogá-los no esquecimento tão rápido quanto abre uma caixinha de surpresa de novas possibilidades. É misturar lágrimas com sorrisos. É estar chorando e no meio do choro começar uma gargalhada.

Ser criança é gostar de quem olha no olho e fala baixo. É brigar, bater, xingar e minutos depois ser capaz de brincar, abraçar e amar a mesma pessoa que outrora odiou. É ser capaz de perdoar com uma sabedoria genuína que nem os maiores sábios da história conseguiram ter.

Ser criança é cantar fora do tom e dar risadas se alguém corrigir. É não deixar nada estragar um dia inteiro e saber que nada é capaz de tomar um dia de alegria.

E ser criança é, também, ser um adulto que sempre se lembra que foi criança um dia. Um adulto que consegue penetrar em seu mais precioso território e reencontrar a criança que vive ali, naquele pedaço onde você se esconde de todos os percalços e se fortalece a cada tropeço. É ter a ingenuidade restaurada a cada dia e se ver como um herói na história de sua própria vida, tendo uma criança que o abraça e que torna o tempo imutável e sagrado.

Ser criança é saber ser feliz!

Feliz dia das crianças para todos nós!

por Léo Domingos

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Publicado por: leoavalon | 25 setembro, 2008

Memórias reveladas

Romance de estréia de Milton Hatoum explora as memórias de uma família libanesa radicada em Manaus.

Quando nos deparamos com uma narrativa, nossa expectativa geralmente é a de encontrar um texto linear, com as ações ordenadas cronologicamente e com um narrador que nos possibilite visualizar os personagens através da descrição de suas características físicas. Todas essas expectativas devem ser abandonadas para a leitura de “Relato de um certo Oriente”, romance de estréia do promissor escritor Milton Hatoum, que conta a história de uma família de imigrantes libaneses na Amazônia brasileira.

No Brasil, são diversas as formas que o romance vem tomando com a multiplicidade de situações que a vida moderna propõe. Milton Hatoum surge em meio a essa multiplicidade. Nascido em Manaus em 1952, o escritor e também arquiteto é mestre em Letras pela USP e professor de Língua e Literatura Francesa da Universidade do Amazonas. Morou em Brasília, na Espanha, na França e nos Estados Unidos. Talvez por isso apresente no seu texto grande influência de escritores como Virginia Woolf, Faulkner e Proust. A propósito, o leitor que já leu esses autores, consegue passear facilmente pela história, enquanto o leitor ainda não familiarizado com esse estilo pode sentir certa estranheza.

Ambientado na década de 50, “Relato de um certo Oriente” apresenta uma mulher descrevendo ao irmão, que vive na Espanha, sua volta à cidade natal, Manaus, depois de muitos anos ausente. No decorrer de sua narrativa, descobrimos que esta mulher, assim como o irmão, foi adotada e criada por Emilie, matriarca de uma família libanesa e astro-rei da casa que a narradora reconstrói em seu relato e que serve de cenário para os intensos conflitos e dramas surgidos entre os personagens dessa história. Porém, esses relatos não são feitos de forma linear, e o leitor é obrigado a organizar as informações que misturam passado, presente e futuro. No fim do livro as vozes se encaixam num coral coeso através da narradora principal, que esclarece ao leitor (se dirigindo ao seu irmão) como os relatos foram organizados.

“…ao final de cada passagem, de cada depoimento, tudo se embaralhava em desconexas constelações de episódios, rumores de todos os cantos , fatos medíocres, datas e dados em abundância. Quando conseguia organizar os episódios em desordem ou encadear vozes, então surgia uma lacuna onde habitavam o esquecimento e a hesitação: um espaço morto que minava a seqüência de idéias.”

Eis a grande semelhança entre Milton Hatoum e os demais autores acima mencionados. Seus textos propositalmente misturam vozes e tempos distintos, transmitindo uma idéia de simultaneidade. Como em um processo de revelação fotográfica , somos apresentados aos personagens e fatos vagarosamente de maneira aleatória. Aos poucos vamos conseguindo enxergar a história como um todo, construindo a linha do tempo dos acontecimentos narrados, assim como montamos nossa própria memória. As imagens são sempre interditas. Ao invés de se descrever a morte, por exemplo, descreve-se o luto ou a sua confrontação. Construção semelhante a que Virgínia Woolf fez em seu livro “To The Lighthouse” (no Brasil o título é traduzido por “Ao Farol”, “Rumo ao Farol” ou “Passeio ao Farol”), no qual os fatos não são narrados de maneira linear, mostrando o passado simultaneamente ao presente, obrigando o leitor a participar ativamente da construção da história.

O grande ponto positivo do romance é realmente sua estrutura que permite com que o leitor seja ativo e não passivo. Hatoum não apresenta um roteiro pronto e organizado de modo que o leitor possa apenas ler passivamente a história. Cada capítulo é construído de modo a instigar o pensamento, aguçar a curiosidade e a criatividade do leitor que é levado a organizar a história por si próprio.

O tema central da obra é realmente a memória. O autor conseguiu expressar muito bem no texto a forma fragmentária como nossa memória se comporta, num verdadeiro vai e vem no tempo e no espaço, fazendo com que a história se tornasse muito mais verossímil para os leitores. De fato, o autor revelou em certa entrevista que se inspirou na história de sua própria família e na de amigos para escrever o livro.

Interessante observar também que a narradora principal, como ela mesma relata no último capítulo, plana “como um pássaro gigantesco sobre as outras vozes. Assim, os depoimentos gravados, os incidentes, e tudo o que era audível e visível passou a ser norteado por uma única voz…”. A cada novo capítulo o leitor precisa se esforçar para descobrir quem é o narrador, sempre orientado pela narradora principal, passeando por várias vozes como as do fotógrafo Dorner, do tio Hakin e da vizinha Hindié.

Outra coisa que chama atenção na obra é o fato dela se ambientar em Manaus, surpreendendo àqueles que pensavam que o Brasil começava no Rio de Janeiro e acabava em Salvador. Nunca se esperava que, dentro da literatura brasileira, um romance sobre um drama familiar se ambientasse na Amazônia. O tema do retorno às origens parece refletir um desejo de retorno do próprio autor ao passado de sua cidade natal: Manaus.

O livro de Hatoum é mais que uma história de estrangeiros, mas de exilados, de pessoas que perderam sua cultura, sua religião, sua língua. Todos os personagens sofrem um certo tipo de exílio: Emir exilou sua irmã Emilie do convento, obrigando-a a voltar para casa, assim como ela o arrancou de Marselha; o tio Hanna e o marido de Emilie saíram do Líbano para um eterno exílio na floresta; Samara Délia, filha de Emilie, foi exilada de sua família quando engravidou ainda solteira; Soraya Ângela se sentia exilada do mundo por ser surda. A própria narradora principal, filha adotiva de Emilie, passa anos exilada numa clínica psiquiátrica. Logo, os personagens buscam redescobrir seu passado em objetos, nos rabiscos, na borra de café no fundo da xícara. Podemos notar isso por exemplo no apego que a Emilie tem por um relógio de parede antigo.

“Perguntei várias vezes à minha mãe por que o relógio e, depois de muitas evasivas, ela me pediu que repetisse a frase que eu pronunciava ao olhar a lua cheia (…) ‘é a luz da noite’.”

É interessante observar que a protagonista não tem voz no romance. Vários narradores vêm nos guiar nessa viagem ao passado, mas Emilie não é um deles. Todos estão intimamente ligados a ela, contam sua relação com a protagonista e sua história. Porém, Emilie possuía autoridade e certo poder sobre todas as vozes do livro e acaba ganhando voz indiretamente. Todos os narradores do livro nos apresentam a matriarca de uma família em ruínas, que carrega consigo toda a história, origem e fim do enredo do romance.

“Relato de um certo Oriente” é o relato de uma perda, ou de várias. A “memória” é realmente o grande tema dessa obra, pois os narradores acabam remontando o passado na busca de suprir essas perdas. Instigante e recheado de personagens interessantes, este é com certeza um romance de estréia forte que permite com que Milton Hatoum seja aclamado como um promissor autor contemporâneo.

Por Leandro Domingos

Publicado por: leoavalon | 16 setembro, 2008

Duncan Sheik – Discografia

Duncan Sheik (Montclair, Nova Jérsei, 18 de novembro de 1969) é um cantor e compositor norte-americano, vencedor do Grammy e do Tony Awards. Um dos principais representantes da nova geração de compositores norte-americanos, do estilo alternativo/pop/rock.

Sempre lutei muito para achar os discos dele para download, já que apenas o 1° veio a ser vendido no Brasil e os demais nem na internet se consegue achar fácilmente. Ao ver muitas pessoas tendo a dificuldade que tive um dia, decidi postar aqui os principais albuns de carreira dele. Basta clicar nas imagens para entrar nos links para download:

White Limousine – 2006

http://www.4shared.com/file/63153730/99162712/Duncan_Sheik_-_White_Limousine_2006_upload_by_leoavalonwordpresscom.html

Daylight – 2002
Daylight - 2002

http://www.4shared.com/account/file/63158191/c77204bd/DuncanSheik-Daylight_2003_upload_by_leoavalonwordpresscom.html

Planthom Moon – 2001Planthom Moon - 2001

http://www.4shared.com/file/63152896/397a4af5/DuncanSheik-PhantomMoon_2001_upload_by_leoavalonwordpresscom.html


Humming – 1998

http://www.4shared.com/file/63155816/6c74f844/Duncan_Sheik_-_Humming_1998_upload_by_leoavalonwordpresscom.html

Duncan Sheik – 1996
http://www.4shared.com/file/63155260/c7c14e60/Duncan_Sheik_-_1996_upload_by_leoavalonwordpresscom.html

Publicado por: leoavalon | 27 agosto, 2008

Ser maior

A algum tempo atrás meu avô teve que pedir aos bombeiros que viessem derrubar uma árvore em frente à sua casa. Era um pinheiro lindo, frondoso, que me abrigou em suas sombras em vários momentos da minha infância. Porém, suas raízes estavam se espalhando, compromentendo a estrutura do muro e até da casa do meu avô. Fiquei triste. Os contratempos vindos com o crescimento da árvore não puderam ser suportados. Ou a ávore parava de crescer ou ela teria que dar sua vida, ou seja, ser arrancada. Óbviamente a árvore não tem escolha, logo, meu avô decidiu arranca-la.

Todos querem ser grandes. As crianças sonham em ser adultos. Mas para chegarem a tal estatura, esperimentam dores físicas. As chamadas “dores do crescimento”. Se não aceitarmos essas dores, não crescemos. Se quisermos crescer temos que lutar por isso, e aceitar essas dores até morrer. Essa é a vida.

Não há crescimento sem dor. Eu escolhi crescer. Eu não escolho a dor, escolho lutar para superar a dor.

Publicado por: leoavalon | 4 agosto, 2008

Música Black Norte-Americana

Estou postando duas pérolas recentes da música black e R&B (Rhythm and Blues) americana. São duas músicas que tenho ouvido muito e espero que gostem da mesma forma:

Jennifer Hudson – Spotlight (Live on GMA)

Vídeo da Jennifer Hudson, cantora eliminada do American Idol que, ironicamente, venceu o Oscar de melhor atriz coadjuvante no ano seguinte. A música é um R&B atual mas com um toque do black anos 70. E a voz dessa guria… nóósss… sem comentários!

Alicia Keys – Superwoman (Video-clip)

Alicia dispensa comentários. Ela é, sem dúvida, a cantora mais criativa e bem sucedida dos anos 2000 nos EUA. Sem perder seu estilo e essência negra (misturando soul, jazz, hip-hop e blues) ela consegue se comunicar com o novo, moderno. Nesse clip ela fala sobre a dificuldade de ser uma mulher negra no mundo atual. O clip é lindíssimo, e a Alicia interpreta personagens reais, que enfrentam um leão por dia para se manter no mundo atual. Confesso que me fez chegar às lágrimas no fim…

Publicado por: leoavalon | 21 julho, 2008

Amizade em tempos de Cólera!

Quão difícil é ter amigos nesse mundão egoísta. Cada vez mais o ser humano pensa em si mesmo, nos seus próprios interesses, e menos no seu próximo. E quando ele busca por relacionamentos, busca algo pra si. O mundo pós-moderno nos ensina a receber, a lutar para ganhar, mas não nos ensina a doar, a dar sem esperar receber. Difícil cultivar amizades assim, quando cada parte busca se beneficiar de maneira unilateral.

O conceito de amizade que nós temos, como senso comum, é a de alguém sempre presente tanto nos momentos alegres quanto nos tristes. Alguém que ajuda e se permite ser ajudado; alguém que sempre está lá… Mas às vezes esse ideal é quebrado pela realidade. Aprendi com a vida que o melhor amigo não é necessariamente aquele que sempre está perto, mas aquele que se permite ser achado. É aquela pessoa que posso passar 1 ano sem falar, mas quando eu encontrar terei a mesma liberdade de antes, e serei tratado como velho amigo.

A vida prega peças na gente. Quando pensamos que temos um amigo pra ficar do lado a vida toda acontece algo sobrenatural que nos separa. Mas nem o tempo e nem o espaço podem suplantar a verdadeira amizade. O amor de um amigo supera todas essas barreiras, ainda mais quando essa amizade foi preparada por Deus.

Hoje sofri profundamente ao descobrir que um velho e querido amigo me descartou com muita facilidade. Uma amizade muito preciosa pra mim, que o tempo e a distância tratou de afastar… Mas que continuava aquecida em meu coração. Bem, ao buscar por esse amigo hoje, no dia do amigo, descobri coisas muito desagradáveis e me magoei profundamente… Esse velho amigo, que hoje não se considera mais meu amigo, foi pego por essa sociedade pós-moderma. Foi consumido pelo desejo egoísta de se satisfazer em detrimento do próximo. Nada posso fazer além de esperar que Deus mostre pra ele que não é o único a passar por dificuldades.

Enfim, estava ainda muito triste quando cheguei em casa e pude ver no meu orkut e na minha caixa de e-mails vários recados de amigos queridos, me dando um “abraço virtual”. Me lembrei dos amigos que me abraçaram no decorrer do dia me desejando feliz dia do amigo, e me senti aquecido. O calor dessas amizades podem sarar qualquer ferida. Deus não coloca as pessoas no nosso caminho por acaso. Todas elas são parte do nosso processo de crescimento. Mesmo aquelas que nos ferem.

Agradeça pelo seu amigo! Quando estiver triste com ele por ter pisado na bola com você em qualquer sentido, lembre-se que ele também tem problemas e crises particulares. Converse! Perdoe! Diga que o ama! Cultive a amizade. Nenhuma armadilha desse mundo colérico pode envenenar uma amizade cultivada e regada por Deus!

Um abraço bem grande aos meus amigos… Eu amo. Muito! Sempre…

Publicado por: leoavalon | 16 julho, 2008

Músicas & Mais Flagrantes da Vida Real

Segue abaixo a lista das 10 músicas que mais ouvi semana passada (computada pelo last.fm). Disponibilizei para download a música que ficou em #1:

Posição / Intérprete / Título / N° de execuções

Mainstay

Mainstay

1. Mainstay – Believe (12)

O Mainstay é uma banda norte-americana gospel de rock melódico. Formada em 2003, lançou em 2007 seu segundo disco, onde encontramos essa música: “Believe”. A melodia e a letra são lindas. Quem gosta de um bom pop/rock deve baixar essa música. Segue abaixo o link:

http://www.4shared.com/file/55452454/cf493edb/Mainstay_Believe.html

2. Jorge Drexler – High and Dry (11)
* Jorge Drexler regravou “High and Dry” do Radiohead em versão acústica. Escutei num episódio do seriado “Cold Case” (Arquivo Morto) que vi essa semana. Lindíssima!

3. Mainstay – Only One (10)
4. Mainstay – Island (9)

5. Kristin Schweain – When I Break (9)

* Descobri essa cantora australiana essa semana. Ela tem uma voz suave e envolvente. O mais interessante é que ela é uma cantora gospel australiana de black e soul! Essa mistura ficou ótima!

6. Kristin Schweain – How Do You Know (9)
7. Radiohead – High and Dry (8)
8. Kirk Franklin – How It Used To Be (7)
9. Sara Bareilles – Love Song (7)
10. Regina Spektor – The Call (6)
* Tema do filme “As Crônicas de Nárnia – Príncipe Caspian”. Toda vez que ouço me arrepio. Além de uma melodia emocionante, tem uma letra forte.


Flagrantes da Vida Real

Atendendo a pedidos, seguem mais alguns Flagrantes da Vida Real (Revista Seleções):

No fornecedor de peças de carrocerias de automóveis em que trabalho, recebi um cliente que procurava peças usadas. Quando expliquei que só fornecíamos peças novas, ele perguntou por que tínhamos uma porção de destroços atrás de nosso depósito. Olhei para onde ele apontava.
– Não são destroços – eu disse. – Aquilo é o estacionamento dos empregados!

Patrick Neault, Canadá

Disquei o número errado e ouvi a seguinte gravação: “Não estou disponível no momento, mas agradeço-lhe a atenção de me telefonar. Estou fazendo algumas mudanças em minha vida. Por favor, deixe uma mensagem após o bipe. Se eu não retornar a chamada, é porque você é uma dessas mudanças.”

Antonio Curtis, EUA

Meu chefe voltou ao escritório após uma reunião e soube que todos procuravam por ele. Inflando o peito, desatou a falar sobre como era indispensável à empresa.
– Bem – disse a secretária -, o senhor levou a chave do armário de papéis timbrados.

Alec Kay, Alemanha

Sou psicóloga e, como atendo crianças em meu consultório, aviso-as que podem trazer brinquedos se quiserem. Um menino de 5 anos sempre trazia algo, mas antes de ser atendido, ele o escondia com as mãos atrás das costas e pedia que eu adivinhasse o que era.
Certa vez, depois de uns dez dias de férias, ele voltou para a consulta. Entrou com as mãos livres, de repente as colocou para trás e perguntou:
– O que eu trouxe hoje?
Como eu vi que ele entrou sem nada nas mãos, respondi:
– Hoje você não trouxe nada. Eu vi que você está com as mãos vazias aí atrás.
De imediato ele abriu os dois braços e, vindo em minha direção, respondeu:
– Você errou feio, porque eu trouxe foi um abraço para você!

Claudia L. Soares, Belo Horizonte (MG)

Publicado por: leoavalon | 12 julho, 2008

Segundo a nova lei, no Brasil baixar Mp3 é crime ou não é?

Nova lei diz que baixar mp3 pela internet é crime.

Na última quarta-feira foi aprovado um projeto de lei chamado “Projeto de lei para os crimes cometidos por meio de computadores“. O projeto de lei criminaliza as transferência de arquivos pela internet: proíbe a cópia na Internet sem autorização do legítimo titular ou do responsável pela rede. O que, em outras palavras, criminalizaria qualquer um que tivesse em seu poder um MP3 ou um vídeo sem a autorização do titular ou do responsável. A lei brasileira de direito autoral já enquadra como crime a posse de material sem autorização, e caso o usuário não utilize o arquivo para venda, está sujeito a pagar multa correspondente a seu valor comercial.

Estava ouvindo a CBN nessa sexta à tarde (cúmulo do tédio. Eu em casa de repouso faz dias, doente, até rádio ouço) e uma repórter de Brasília noticiou que o senador Aloizio Mercadante disse no Senado hoje que esse projeto, aprovado quarta-feira pelo Senado, deve se equilibrar entre a liberdade dos usuários de internet e a necessidade de segurança por parte dos cidadãos e das empresas. Ele procurou tranquilizar os usuários de internet que costumam fazer downloads de músicas e softwares. Ele esclareceu que a lei deve punir o acesso a dados e informações protegidas. Fora isso, os internautas poderão circular a vontade pela internet. Essa é a sua proposta de emenda ao Projeto de Lei que já está aprovado. Agora a matéria voltará para a Câmara dos Deputados para a decisão final.

Mercadante tem como argumento para a emenda o fato de que a internet é um grande instrumento de trocas da sociedade comtemporânea que, apesar de possibilitar ator lesivos, também é benéfica e possibilita fácil acesso à cultura e informação. O que é necessário na verdade é que a justiça possa punir responsáveis de crimes via internet como divulgação de fotos ou materiais particulares. Apenas quem publicou o material na internet será punido, e não as pessoas que tiveram acesso a ele. Da mesma forma se pretende punir os que espalham vírus.

Mercadante disse que essa lei é de extrema importância para que a justiça funcione também na intermet e deu como exemplo o fato de que o estelionato é crime, mas a lei não reconhece como estelionato se a compra ou venda foi feita pela internet.

Por fim, ele declarou que a troca de mp3 e downloads dos mesmos pela internet não serão considerados crimes se o acesso ao site que possuir as músicas não for proibido. Porém a privacidade será cada vez menor. Os provedores serão obrigados a disponibilizar à polícia os dados de navegação de seus usuários.

O projeto agora está novamente na câmara. Se for aprovado dessa forma, concordo com o mesmo. Tiro o chapéu para o Aloisio Mercadante.

O Senador Aloisio Mercadante inseriu uma emenda na lei que libera os usuários de internet e pune apenas os que publicam material não autorizado na mesma.
Publicado por: leoavalon | 24 junho, 2008

Enquanto isso, nos cinemas…

Sabemos que de Hollywood saem as produções que irão conquistar o público dos cinemas do mundo todo, e ganhar os principais prêmios. Mesmo sendo fã de obras menos divulgadas do cinema europeu, canadense e até algumas do cinema nacional, não há como não se render à grandesa de blockbusters como “Titanic” e “Senhor dos Anéis”.

O ano em Hollywood se divide em 3 partes:

De Abril à Agosto: Fase Verão

A maior fase do ano, que engloba o verão americano (período também de férias). Nessa fase são lançados os filmes que com certeza irão se tornar campeões de bilheteria: os lançamentos mais aguardados e divulgados. Como exemplo podemos citar Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (cuja bilheteria já faturou modestos $ 648.500 milhões!) ; Sex And The City (aguardado filme baseado na série homônima); As Crônicas de Nárnia – Príncipe Caspian (aguardada sequência de C.S. Lewis que, na minha opinião, superou o primeiro filme em qualidade); O Homem de Ferro – Iron Man (mega detonador de bilheterias, faturando $553.800 milhões até agora!). Vale lembrar que ainda estamos no meio dessa fase e que estão sendo muito aguardados lançamentos como Wall-E (animação que marca o retorno da parceria Disney-Pixar – e diga-se de passagem estou louco pra assistir desde o primeiro dia que vi o trailer no cinema!!!) e Kung Fu Panda (o urso chato do cinemark).

De Setembro à Novembro: Fase Terror

É nesse período de 3 meses que chegam aos cinemas as principais produções de terror e suspense do ano. Tudo por causa do Dia das Bruxas (31 de Outubro). Se você gosta desse gênero, essa é a melhor fase pra você correr pro cinema. É também a fase de mais baixa arrecadação do cinema americano.

De Dezembro à Março: Fase Oscar

É  a fase mais concorrida do cinema. É quando chegam às telonas os filmes que buscam indicações ao Oscar. Os diretores buscam lançar filmes nessa época porque as indicações costumam ser feitas entre janeiro e fevereiro e, dessa forma, a academia do Oscar terá mais chance de lembrar para indicar ao prêmio filmes que viram recentemente. Cabe lembrar que também é o período favorito para lançamento das comédias-românticas, devido ao Valentine’s Day (Dia dos Namorados) 14 de Fevereiro. Esse ano tivemos um mega blockbuster desse gênero: P.S. Eu Te Amo.

Então ficam aí as dicas para o povo que gosta de saber o que rola no cinema. Criei essa divisão baseado nas minhas observações de lançamentos e nas preferências de cada gênero por cada época do ano.

obs: Segue abaixo a lista das maiores bilheterias de todos os tempos:

Posição / Título / Ano / Faturamento de bilheteria

0001 Titanic (1997) – $ 1.835.400.000,00
0002 O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei (2003) – $ 1.129.200.000,00
0003 Piratas do Caribe: O Baú da Morte (2006) – $ 1.060.600.000,00
0004 Harry Potter e a Pedra Filosofal (2001) – $ 976.500.000,00
0005 Piratas do Caribe: No Fim do Mundo (2007) – $ 958.400.000,00
0006 Harry Potter e a Ordem da Fênix (2007) – $ 937.120.000,00
0007 Star Wars: Episódio I – A Ameaça Fantasma (1999) – $ 925.500.000,00
0008 O Senhor dos Anéis: As Duas Torres (2002) – $ 924.700.000,00
0009 Jurassic Park (1993) – $ 920.100.000,00 (Parque dos Dinossauros)
0010 Shrek 2 (2004) – $ 902.500.000,00
0011 Harry Potter e o Cálice de Fogo (2005) – $ 892.200.000,00
0012 Spider-Man 3 (2007) – $ 885.400.000,00 – (Homem Aranha 3)
0013 Harry Potter e a Câmara Secreta (2002) – $ 879.000.000,00 –
0014 O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel (2001) – $ 870.800.000,00
0015 Finding Nemo (2003) – $ 865.100.000,00 (Procurando Nemo)
0016 Star Wars: Episódio III – A Vingança dos Siths (2005) – $ 848.500.000,00
0017 Spider-Man (2002) – $ 821.600.000,00 (Homem Aranha)
0018 Independence Day (1996) – $ 811.200.000,00
0019 Star Wars (1977) – $ 798.000.000,00 (Guerra nas Estrelas)
0020 Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban (2004) – $ 794.400.000,00
0021 Shrek the Third (2007) – $ 791.400.00,00 (Shrek Terceiro)
0022 Spider-Man 2 (2004) – $ 791.400.000,00 (Homem Aranha 2)
0023 Lion King, The (1994) – $ 787.400.000,00 (O Rei Leão)
0024 Da Vinci Code, The (2006) – $ 757.200.000,00 (O Código Da Vinci)
0025 E.T. the Extra-Terrestrial (1982) – $ 756.900.000,00 (E.T. O Extra-Terrestre)

Publicado por: leoavalon | 5 junho, 2008

LOST: Final em grande estilo! (sem spoilers)

A melhor série de todos os tempos chegou ao final de mais uma temporada. Em um episódio de 2 horas de duração pudemos ver finalmente o resgate dos 6 sobreviventes do acidente (para quem não acompanhou a 3° e 4° temporadas, já posso adiantar que apenas 6 saem da ilha… vivos! rs). Mas não vou contar spoilers aqui. O que quero comentar mesmo é a genialidade da série.

Muitos não entendem LOST e a rotulam como uma série chata e confusa. Mas no geral são pessoas que viram episódios soltos da primeira temporada na Globo. Quem acompanha a série na sequência pode perceber que o roteiro é inteligentíssimo, os diálogos são muito bem trabalhados e a história aborda grandes temas relacionados aos relacionamentos humanos. Desde “Friends” eu não me maravilho tanto por um seriado, não só pelas tramas, mas também pela profundidade dos personagens, a vida de cada um é explorada de forma tão abrangente que dá pra arriscar até perfis psicológicos dos heróis da série.

Um grande exemplo é o embate que voltou a acontecer agora na 4° temporada entre os personagens LOCKE e JACK. Desde o começo da série muitos os rotulam de homem da fé (Locke) e homem da ciência (Jack), porém se acompanharmos alguns flashbacks veremos que essa rotulação é injusta devido aos momentos de descrença pelos quais Locke passa e pelos eventos aparentemente milagrosos com que Jack tem de conviver em sua carreira médica. Só esse tema já dá pano pra manga… imagina se fôssemos discutir os desvios morais e a carência afetiva de KATE, a maturidade precoce de CLAIRE, o amor aparentemente incondicional de SUN e JIM mesmo após descobrirem aos poucos os pecados secretos um do outro…

Poderia analisar detalhadamente como Locke se deixa guiar pelo “destino” e como Jack prefere dominar todas as situações e tomar todas as decisões e ver as consequências disso, mas quero me prender ao fato de que a série nos traz uma oportunidade maravilhosa de um entretenimento que edifica. Não é apenas algo tipo: “desliguei meu cérebro… agora vou fazer algo que não precise usa-lo”. É algo que nos faz pensar e avaliar nossos comportamentos e o comportamento humano no geral! Acredito que todo ser humano precisa ter um conhecimento, mesmo que básico, de psicologia. Lost ajuda muito nisso!

Enfim, a série terminou magistralmente! Mocinhos viraram bandidos e vice-versa (como sempre acontece em Lost). Deixa-mos a ilha pra trás e voltamos ao mundo… Porém, alguns sacrifícios tiveram que ser feitos pra isso e, misteriosamente, todos os 6 sobreviventes (the Oceanic six) se arrependeram de ter feito esses sacrifícios e, no futuro, desejam voltar à ilha. Ao menos, a maioria deles. Por que? Bem… agora teremos que esperar a 5° temporada.


Melhores frases de LOST:

.

” As vezes, boas decisões sao comprometidas por más decisões emocionais” (Ben)

“Não deixe a raiva juntar com a dor porque ela não vai mais embora”. (Ben)

“O tigre nunca muda suas listras” (Sawyer)

“Vivemos juntos e morremos sozinhos!” (Jack Shepard)

Locke: “Por que você acha tão difícil acreditar?”

Jack: “E por que você acha tão fácil?”

“Um líder não lidera se não souber para onde está indo” (Locke)

“Não há motivos para existir regras se não houver punição ao quebrá-las” (Locke)

Ana Lucia: “Quando eu mandar você andar, você anda!… Quando eu mandar você correr, você corre!… E quando eu mandar você pular, você faz o que?”

Sawyer: “Eu digo, eu não sou sapo!”

“Se você acha, que uma arma com uma bala irá pará-los… pense denovo!” (Ana Lucia)

Sawyer para Michael, depois de tirar uma bala com as mãos: “Você não tem um BAND-AID… ?”

Hurley: “Porque você acendeu?”

Locke: “Porque eu não acenderia?”

Hurley: “Talvez porque eu estava correndo em sua direção abanando os meus braços e gritando “não acenda!!!”?”

Locke: “É, você tem um bom argumento!”

“أو الحبيبةترجمة:للغة العربية؛بطاقة معايدة للحبيب بطاقة معايدة للحبيب أو بطاقة معايدة للحبيب أو الحبيبابطاقة طاطامعايدة للحبيب أو الحبيبلحبيبأو معايدة للحبيالحبيبةالفصحىاللغة العربية؛الفصحىاللغةطا” (Said)

“오클랜드 화장품 증정 특별 이벤트유효기간 도입예정 안내특별 특별 클” (Jin)

rsrs


Para quem quiser baixar, esse site possui links para downloads de todos os episódios já legendados da 1° à 4° temporada: (clique no texto)

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